A partir da próxima semana, a empresa vencedora da licitação para instalação e manutenção de sirenes de alerta de chuvas e enchentes iniciará os trabalhos em Barra Mansa. O prefeito Rodrigo Drable (MDB) anunciou na quarta-feira (dia 10) que dez equipamentos serão reativados, no município.

No mesmo dia, Drable se reuniu com o coronel Watanabe e o major Robson, ambos da Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro. Durante a visita da equipe à via Sérgio Braga, estratégias foram alinhavadas a fim de evitar que as chuvas causem grandes impactos no município, definindo uma logística de trabalho dos agentes da Defesa Civil de Barra Mansa, caso a situação se agrave.

“Essa é uma conquista que nos alivia, porque aquele problema de o rio encher, transbordar e as famílias não serem informados com antecedência é o maior causador de estragos, como esse que vimos e estamos trabalhando para amenizar”, expressou o prefeito.

Desde o fim de 2016 foi assinado um termo de compromisso entre a Defesa Civil do Estado e os governos federal e estadual, no qual 12 do Estado, dentre eles Barra Mansa, aguardavam o fim do processo de licitação para a contratação de uma empresa para manutenção do sistema de alerta e alarme por sirenes.

Enquanto não foi obtida uma solução efetiva sobre quando as sirenes seriam religadas, a Defesa Civil fazia alerta de chuvas, transbordamento dos rios e riscos de desmoronamento através de mobilizações com carros de som, WhatsApp e informes em emissoras de rádio e jornal.

CASAS INTERDITADAS

Cerca de 30 casas na Vila Natal, no bairro Paraíso de Cima, na Região Leste, foram interditadas na quinta-feira (dia 11) pela Defesa Civil de Barra Mansa. Localizadas no final da Rua 3, os imóveis estão ameaçados em função de rachaduras da encosta.

Oito pessoas optaram pelo abrigo disponibilizado na Igreja Assembleia de Deus – Ministério Madureira, no Centro. As demais preferiram se instalar na casa de familiares. O coordenador da Defesa Civil, Sérgio Mendes, o Serginho Bombeiro, disse que o órgão também orientou as pessoas sobre os riscos que a situação representa.

“Não temos como obrigar as pessoas a deixarem as suas casas, daí a importância dessa tomada de consciência sobre a preservação do bem maior de cada um, que a vida humana”, ressaltou.

A secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Ruth Coutinho, a Rutinha, também esteve no local. Em reunião com os moradores explicou, de maneira detalhada, sobre o aluguel social e o auxílio recomeço, programas sociais do governo federal.

“É necessário que as pessoas afetadas pelas chuvas se encaminhem até o Cras mais próximo de sua residência a fim de se cadastrarem. A partir desse procedimento, será realizada uma triagem para a concessão do benefício”, disse Rutinha.

Foto: Chico Assis/Divulgação PMBM



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