A Polícia Militar Ambiental estourou na manhã do último sábado (dia 23) uma clínica clandestina de castração de animais, no bairro Ano Bom. A ação foi acompanhada por membros da ONG Vira-Lata e da Comissão de Proteção e Defesa Animal da Ordem dos Advogados do Brasil de Volta Redonda. No local, uma veterinária foi detida, além de duas pessoas, conduzidas à delegacia de polícia.

A advogada Ana Paula Portugal Serpa De Azevedo Andrighi disse que as informações sobre as castrações surgiram há cerca de três meses, quando então passaram a ser colhidas provas para que fosse feita a denúncia à PM ambiental.

Os procedimentos, segundo ela, eram realizados em uma residência, sempre aos sábados, comparando o que foi encontrado a uma clínica clandestina de abortos. De acordo com a advogada, as cirurgias eram realizadas sem qualquer preparação, sem que fossem providenciados cuidados básicos e exames prévios, como o animal estar em jejum e com base em resultados de teste de coagulação sanguínea.

De acordo com Liz Guimarães, da ONG Vira-Lata, foi simulado que ela queria fazer a castração do seu cão para que o endereço onde ocorriam os procedimentos fosse confirmado. Havia suspeitas de que o endereço usado para as castrações nem sempre era o que foi estourado. No momento em que a PM chegou ao local, havia um gato para ser castrado.

O que mais surpreendeu a integrante da Vira-Lata é que uma das pessoas encontradas no local se apresentou como protetora de animais. O valor cobrado pelas cirurgias seria de R$ 85.

Ao final do registro do caso, na delegacia de Barra Mansa, os envolvidos assinaram um termo se comprometendo a comparecer à Justiça quando forem intimados. Foto: Divulgação

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