Embora o calendário eleitoral determine que a campanha eleitoral inicie apenas na segunda quinzena do mês de agosto, está dada a largada
na disputa pela sucessão do prefeito Samuca Silva (PSC). Alguns nomes já despontam como pré-candidatos. Um deles é do ex-prefeito Paulo Cesar Baltazar. O político tem a experiência como aliada para
convencer a liderança do PSD a lançá-lo candidato. “Estou colocando meu nome à disposição da população e do partido, porque fui instado a essa condição pela conjuntura atual. Mas respeito todos que lá estão”, afirmou Baltazar em entrevista à Folha do Aço.

Disposto a encarrar uma nova batalha nas urnas, Baltazar analisa o cenário políticoeconômico atual, agravado pela pandemia do novo coronavírus, e prevê tempos difíceis para os governantes. “A situação
é delicada não apenas de Volta Redonda, mas no contexto mundial, nacional, estadual e municipal, e permanecerá assim pelos próximos anos”, faz questão de ressaltar.

Médico de profissão, ele traça um paralelo do período atual e a privatização da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) para contextualizar seu desejo de participar mais uma vez como ator principal de uma eleição municipal. “Já estamos numa crise que terá repercussão nos próximos anos. A economia, segundo alguns institutos, vai encolher cerca de 7%. Essa experiência de passar pela crise eu posso dizer que já enfrentei. Foi quando enfrentamos uma
insegurança muito grande com a privatização da CSN, a primeira grande crise de Volta Redonda. Naquela época, pessoas acamparam na porta da prefeitura. Superamos, e fui colocado por pesquisa do Jornal do Brasil como o melhor prefeito do estado do Rio. Esse é o legado da minha vida política”, recorda.

Antes de confirmar a candidatura, Baltazar precisa superar a concorrência interna do PSD. Ele, porém, se mostra tranquilo e disposto a trabalhar por um projeto que ajude o município a enfrentar as dificuldades. “Não me move nenhuma vaidade, porque já fui prefeito e eu avalio um mandato de prefeito como missão. Eu não me proporia a ser prefeito se não fosse uma missão”, afirma.

“Política feita com ódio não leva a lugar nenhum”

Os ataques pessoais sofridos em eleições anteriores são analisados com naturalidade por Baltazar. Segundo ele, a sua possível campanha será pautada no debate de propostas e projetos para Volta Redonda. “A política não deve ser tratada nem com ódio, nem com medo”, pontua. “Na nova política, a gente precisa se juntar com as pessoas e não incentivar o ódio. É preciso unir, respeitando as experiências, porque
política feita com ódio não leva a lugar nenhum”, completa.

Caso seu nome seja aprovado na convenção do PSD e posteriormente emplaque nas urnas, Baltazar pretende fazer um governo que não despreze conquistas para o Município de administrações anteriores. Uma de suas propostas é pavimentar o caminho do diálogo com lideranças de campos políticos diferentes e representantes
de setores da sociedade. “Tem que aproveitar o que foi feito de bom, ter humildade de aprender com os erros dos outros e com os seus também. Acho que tem que unir todas as pessoas que querem contribuir pelo melhor para a cidade, não com aqueles querem apenas a sede do poder e do cargo”, destaca, sem citar nomes.

O filiado do PSD usou metáforas para concluir a entrevista. “Não me proponho a fazer política olhando pelo retrovisor ou para o lado. Faço política igual farol, olhando para frente. Sou uma pessoa de fé. Tenho fé em Deus e nas pessoas. A minha obrigação é passar pelo deserto”, finalizou Baltazar, que no dia 3 de junho deixou o cargo de diretor médico da Mahatma Gandhi, Organização Social (OS) que administra
o Hospital do Retiro.

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