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Nove meses após anúncio de Neto, nova Estação de Tratamento de Água ainda não saiu do papel

Na quinta-feira (dia 4), os moradores da região do bairro Roma enfrentaram transtornos devido à interrupção no abastecimento de água, anunciada pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Volta Redonda. A paralisação no sistema foi necessária para complementar a interligação da nova rede de água próxima à cabine da Polícia Militar (PM) no bairro Tiradentes.

Segundo o Saae, essa obra é parte de um projeto de melhoria e expansão da infraestrutura de saneamento da cidade, visando garantir um abastecimento mais eficiente e confiável para os moradores da região. Durante os trabalhos, o sistema de distribuição de água do bairro Roma permanecerá temporariamente inoperante.

A falta de abastecimento de água em Volta Redonda é algo que nas últimas duas décadas se tornou recorrente, agravado pelo crescimento populacional. De acordo com os dados mais recentes do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de Volta Redonda aumentou 1,13% em comparação ao levantamento realizado em 2010, passando de 258.669 para 261.584 habitantes.

Esse crescimento evidencia a necessidade urgente de melhorias na infraestrutura para atender às demandas da população e assegurar a qualidade de vida dos moradores. Problemas estruturais, rompimento de adutoras, quedas de energia e falta de investimentos refletem na constante falta d’água nas torneiras dos moradores da Cidade do Aço. Em resposta às críticas, o prefeito Neto (PP) anunciou em outubro do ano passado a construção de uma nova ETA no bairro Aero Clube, durante uma visita do governador Cláudio Castro.

Nove meses depois do anúncio, a nova ETA ainda permanece no campo da promessa. Com custo estimado em R$ 180 milhões, o projeto prevê a mesma capacidade de produção da ETA Belmonte, com 1.200 litros de água por segundo. O investimento será dividido entre o Estado, por meio do Fundo de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam), e a Prefeitura, que arcará com R$ 90 milhões.

A estação de tratamento incluirá a captação e tomada de água, elevatória de água bruta, tratamento de lodo, elevatória de água tratada, reservatório de contato, subestação elétrica e redes adutoras. “O objetivo do projeto é solucionar os problemas atuais no abastecimento, mas, principalmente, preparar a cidade para o futuro”, afirmou o prefeito Neto.

Impacto em novos negócios

A ausência de uma nova ETA tem impactado significativamente o desenvolvimento de Volta Redonda. Projetos habitacionais de grande porte têm sido impedidos sob a justificativa de que a infraestrutura atual não comportaria um aumento populacional.

Durante o anúncio do projeto, em outubro do ano passado, o prefeito Neto destacou que “a construção da estação é um dos pilares para permitir que Volta Redonda suporte o crescimento populacional e solucione os problemas que se tornam cada vez mais frequentes em períodos de maior calor”.

O adiamento da construção da nova ETA do bairro Aero Clube não apenas agrava os problemas de abastecimento, mas também compromete o crescimento e desenvolvimento urbano da cidade. A implementação deste projeto é vital para garantir um futuro sustentável para Volta Redonda, proporcionando à população a infraestrutura necessária para um abastecimento de água eficiente e confiável.

Foto: ETA Belmonte/Divulgação

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