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sábado, abril 25, 2026
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Sindicato dos Metalúrgicos e CSN se reúnem para discutir acordo coletivo na segunda-feira (dia 27)

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) agendou para a segunda-feira (dia 27), uma reunião com o Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense para discutir a pauta da Campanha Salarial da categoria.
O encontro acontece, segundo a entidade, após um período de demora nas respostas aos ofícios encaminhados, o que exigiu forte atuação e insistência do sindicato para garantir a abertura do diálogo.
Diante da falta de retorno da empresa, a diretoria do sindicato intensificou as cobranças, com mobilizações constantes e presença diária na portaria da CSN, pressionando por uma posição oficial e pelo início das negociações.
O presidente do sindicato, Odair Mariano, reforçou o papel da mobilização nesse avanço. “Após muita insistência e mobilização do sindicato, conseguimos que a empresa finalmente marcasse essa reunião. Esse é resultado do nosso compromisso com os trabalhadores. Esperamos que seja o início de uma negociação séria, com respeito à categoria e avanços concretos nas reivindicações apresentadas”, afirmou.
A pauta da Campanha Salarial reúne 27 itens, sendo cinco considerados prioritários pelos trabalhadores: reajuste salarial com base no INPC, aumento real de 4,2%, piso salarial de R$ 2.090, reajuste de 50% no cartão-alimentação com carga extra no período natalino, além de melhorias no plano de saúde, na alimentação dos refeitórios e a retomada do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Além das pautas econômicas, o sindicato também tem se destacado por ampliar o debate sobre questões sociais urgentes. O aumento expressivo dos casos de feminicídio no país passou a ocupar lugar central nas reivindicações da entidade, que incluiu na pauta a criação de um programa de proteção às trabalhadoras vítimas de violência. Entre os principais pontos defendidos está a criação de um programa específico voltado à proteção das trabalhadoras, iniciativa considerada prioritária diante do cenário atual e do fato de a CSN concentrar um dos maiores contingentes de mulheres na indústria da região.
A proposta prevê acesso ao programa por meio de aplicativo e, também, pelo site da entidade, garantindo agilidade e segurança no atendimento. A iniciativa contempla uma rede de apoio completa, com assistência jurídica, financeira, psicológica e social. Um dos destaques é a garantia de estabilidade no emprego por até um ano para trabalhadoras que comprovarem a agressão por meio de registro em delegacia, medida que não se aplica a estagiárias e aprendizes. O plano também inclui suporte profissional para o retorno ao trabalho e acompanhamento quinzenal com assistente social.
Com a reunião confirmada, a expectativa do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense é de que, a partir da mobilização e do trabalho contínuo da entidade, as negociações avancem de forma efetiva, contemplando tanto as reivindicações econômicas quanto as pautas sociais, reforçando a valorização e a proteção dos trabalhadores e trabalhadoras da CSN.

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