Um homem foi identificado após atropelar um cão e fugir sem prestar socorro na noite da última segunda-feira (dia 6), no bairro Padre Josimo, em Volta Redonda. O animal não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
O atropelamento foi registrado por câmeras de monitoramento e as imagens foram encaminhadas à Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Animal (SMPDA). Com apoio do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) – da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) –, foi possível identificar a placa do veículo envolvido e dar início às investigações.
A SMPDA registrou a ocorrência na 93ª Delegacia de Polícia (DP), no bairro Aterrado, e, durante as diligências, foi constatado que o veículo havia sido vendido dias antes do atropelamento. A partir das apurações, o atual proprietário, que é motorista de aplicativo, foi identificado e compareceu à delegacia para prestar esclarecimentos.
De acordo com a chefe de Fiscalização da SMPDA, Ana Cléia Andrade, o homem alegou não ter visto o animal e se colocou à disposição para fazer uma doação a uma instituição que atua no acolhimento e cuidado de animais.
“A iniciativa partiu dele e demonstra arrependimento pelo ocorrido, mas isso não interfere na responsabilização pelo atropelamento, que seguirá sendo apurado pelas autoridades”, afirmou.
SMPDA encontra situação de maus-tratos durante diligências
Após a identificação da placa do veículo envolvido no atropelamento, uma equipe da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Animal, com apoio da Semop, foi até o endereço vinculado ao automóvel para localizar o responsável. No local, no bairro Açude IV, os agentes constataram que o carro já havia sido vendido e que o morador não era o condutor que atropelou o cão.
Durante a diligência, porém, a equipe encontrou diversos animais em situação de maus-tratos e em condições irregulares. Foram apreendidos três calopsitas, duas codornas brancas, um coelho, um trinca-ferro, dois canários e quatro coleiros.
Segundo a SMPDA, o coelho, as calopsitas e as codornas apresentavam indícios de maus-tratos. Já o trinca-ferro e os quatro coleiros foram apreendidos por estarem sem a documentação obrigatória de autorização e registro junto ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
Todos os animais foram recolhidos e encaminhados para os procedimentos de avaliação e cuidados necessários. O caso foi apresentado na delegacia, onde as medidas legais cabíveis estão sendo adotadas.
“São dois casos distintos, mas que reforçam nosso compromisso de combater qualquer forma de violência contra os animais e garantir que todos os responsáveis sejam responsabilizados dentro da lei”, ressaltou o secretário municipal de Proteção e Defesa Animal, Paulinho AP.
Fotos de divulgação/SMPDA – Secom/PMVR.













































