O bispo diocesano de Barra do Piraí-Volta Redonda, Dom Luiz Henrique da Silva Brito, divulgou, nesta sexta-feira (dia 10), uma nota pastoral em que se manifesta sobre o cisma consumado pela Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) e reafirma o compromisso da Diocese com a unidade da Igreja e com o atendimento aos fiéis ligados à forma antiga do Rito Romano.
Em seu texto, Dom Luiz Henrique recorda que a unidade eclesial é um dom que “vem de Jesus, o Bom Pastor”, citando a oração sacerdotal de Cristo no Evangelho de João (17,21). A partir dessa base, o bispo trata da ordenação de quatro bispos realizada pela FSSPX no dia 1º de julho, sem mandato pontifício, ato que classificou como “um cisma aberto na Igreja”.
Explicação sobre a pena canônica
Na nota, o bispo esclarece que a ordenação episcopal exige mandato do Papa e que, na ausência dele, tanto os bispos consagrantes quanto os consagrados incorrem em excomunhão — pena que, segundo ele, tem caráter medicinal, “pois tem por finalidade conduzir à conversão aqueles que dela são atingidos”.
Locais autorizados para a Missa na forma antiga
Dom Luiz Henrique destaca que os fiéis da Diocese ligados à forma antiga do Rito Romano (Missal de 1962) continuam recebendo plena assistência espiritual e sacramental, em comunhão com a Igreja, em três locais: na Capelania Pessoal Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro Jardim Amália, em Volta Redonda, na Igreja de São José Operário. no bairro Barbará, em Barra Mansa, e na Capela de São Sebastião, no bairro Bulhões, em Resende.
O atendimento nesses locais é prestado pelos sacerdotes da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, que permanece em plena comunhão com a Diocese e com o Papa Leão XIV. O bispo ressalta que somente esses sacerdotes estão autorizados a celebrar a Santa Missa na forma antiga na Diocese.
Convite à oração
Ao final da nota, Dom Luiz Henrique convida todos os fiéis a rezarem pelos que aderiram ao cisma, “para que, iluminados pela graça de Deus, reconheçam o erro cometido e retornem ao caminho da plena comunhão com a Igreja de Cristo”.













































