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sexta-feira, julho 10, 2026
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Estudantes de Medicina acompanham cirurgias de hérnia ao vivo durante mutirão no H.FOA

Enquanto pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) eram atendidos em um mutirão de cirurgias de hérnia no Hospital da Fundação Oswaldo Aranha (H.FOA), em Volta Redonda, estudantes de Medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) tiveram a oportunidade de acompanhar, em tempo real, cada etapa dos procedimentos por meio de transmissão realizada pelo Núcleo de Atividade Virtual de Ensino (NAVE).

A iniciativa, realizada em parceria com a Sociedade Brasileira de Hérnia (SBH), uniu assistência à população, tecnologia e formação acadêmica. As cirurgias foram transmitidas para o campus Olezio Galotti, em Três Poços, permitindo que os estudantes observassem as técnicas utilizadas, as decisões da equipe médica e a dinâmica do centro cirúrgico sem a necessidade de estarem fisicamente na sala de operação.

Segundo o presidente da Fundação Oswaldo Aranha (FOA), Eduardo Prado, a experiência representa um marco na integração entre o hospital, a universidade e a fundação.

“Além de oferecer aos pacientes do SUS o que há de mais moderno em tecnologia, estamos proporcionando aos nossos estudantes uma experiência inédita. É a primeira vez que acadêmicos de Medicina do UniFOA acompanham cirurgias ao vivo diretamente do NAVE. Estamos consolidando um ecossistema que integra assistência, ensino e inovação”, afirmou.

A transmissão das cirurgias também foi destacada pelos estudantes como um diferencial no processo de aprendizagem. A acadêmica e monitora do NAVE, Thaíssa Gomes, ressaltou que o sistema permite uma visualização mais detalhada dos procedimentos.

“Muitas vezes, no centro cirúrgico, não conseguimos permanecer próximos ao campo operatório. Com a transmissão, temos uma visão mais limpa e detalhada do procedimento, o que contribui significativamente para a nossa formação”, explicou.

A estudante Gabriela São Thiago, do 9º período de Medicina, destacou que a tecnologia possibilita uma melhor compreensão da anatomia e das técnicas cirúrgicas. “Conseguimos observar detalhes que nem sempre são perceptíveis durante o internato. Isso nos proporciona uma bagagem maior para as próximas etapas da formação e da carreira médica”, disse.

Já o estudante Carlos Eduardo Soares, do 7º período, avaliou a iniciativa como uma experiência acadêmica enriquecedora. “Mesmo sem estar dentro da sala de cirurgia, conseguimos acompanhar o procedimento por diferentes ângulos e com muitos detalhes. É uma ferramenta que agrega muito ao aprendizado”, afirmou.

Para Gabriela Ribeiro Lourenço, que acaba de concluir o primeiro período do curso, a participação na atividade permitiu contato precoce com a prática médica e com novas tecnologias de ensino. “Foi uma experiência muito enriquecedora. O NAVE amplia nossa visão sobre a Medicina e nos permite aprender de forma diferente desde o início da graduação”, relatou.

Durante o mutirão, os acadêmicos puderam acompanhar em tempo real as diferentes etapas dos procedimentos realizados nos pacientes do SUS, utilizando a estrutura tecnológica do NAVE.

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