O principal líder do Comando Vermelho em Angra dos Reis e Paraty, na região da Costa Verde, foi baleado e morreu durante uma operação da Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (dia 4), no Morro do Glória, em Paraty. A ação foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP).
Segundo a Polícia Civil, o suspeito reagiu à abordagem e entrou em confronto armado com os agentes. Ele foi identificado como Pablo Miguel Rodrigues Pereira, conhecido como “Bigode”, apontado pelas investigações como o principal responsável pelo tráfico de drogas na região e pela articulação de ataques contra forças de segurança pública. Outros três integrantes da organização criminosa foram presos durante a operação, que resultou ainda na apreensão de uma arma, drogas e anabolizantes.
A ação desta quarta-feira teve como base investigações que apuram a tentativa de homicídio contra um policial militar ocorrida em 17 de junho de 2025, em Angra dos Reis. Na ocasião, criminosos armados efetuaram disparos contra o agente em frente à residência da vítima e fugiram após a reação. O veículo utilizado no ataque foi incendiado posteriormente, na tentativa de destruir provas.
De acordo com a Polícia Civil, o líder da facção também era investigado por envolvimento direto no homicídio de um policial civil, ocorrido em setembro do ano passado, no bairro Balneário, em Angra dos Reis. As apurações indicam que o grupo atuava de forma estruturada na Costa Verde, com divisão de funções, hierarquia definida e conexões com áreas dominadas por facções criminosas na capital, especialmente no Complexo do Alemão.
As investigações apontam ainda que a organização criminosa mantinha monitoramento de guarnições policiais, oferecia apoio logístico para ações criminosas e auxiliava na fuga de envolvidos. A análise de aparelhos celulares apreendidos ao longo das apurações permitiu identificar a participação de integrantes no fornecimento de veículos, no custeio financeiro das ações e na coordenação da logística envolvendo armas, drogas e deslocamento de criminosos para áreas conflagradas do estado.
A operação foi confirmada pelo secretário de Polícia Civil, delegado Filipe Cury, que afirmou que a instituição não tolerará ataques contra agentes de segurança nem ameaças à população. Segundo ele, a resposta do Estado será firme, dentro da legalidade, e o trabalho das forças de segurança continuará para enfraquecer a atuação de organizações criminosas na região.












































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