O candidato a prefeito Alex Martins (PSB) participou na tarde desta terça-feira (dia 27), de entrevista com representantes do Sindicato do Funcionalismo Público Municipal de Volta Redonda. A reunião ocorreu na sede da entidade sindical, no bairro Aterrado. Logo no início do encontro, Alex Martins pontuou alguns aspectos fundamentais para a valorização da categoria, como reajuste salarial, plano de carreira, revisão do estatuto e condições dignas de trabalho.

“Volta Redonda tem hoje, em média, sete mil servidores municipais de carreira, 700 exercendo cargos em comissão e em torno de mil RPAs. É praticamente impossível tratar de reajuste salarial ou da implantação do Plano de Cargos, Carreira e Salários com um número extremamente excessivo de comissionados. Vale lembrar que esse quantitativo era de mil cargos em comissão e, com a pandemia da Covid-19 foi reduzido para 700. Outro fator que precisa ser analisado é o custo com a folha de pagamentos e a Lei de Responsabilidade Fiscal que limita os gastos em 60%”, esclareceu Alex Martins, destacando que o último reajuste concedido à categoria foi em julho de 2015, de 7%.

Neste cenário, o prefeitável afirmou que seu plano de governo vai reduzir sistematicamente o número de cargos em comissão. “A Constituição Federal de 1988 estabelece que a forma justa, transparente e séria de ingresso no serviço público é através de concurso. Nossa meta é realizar o concurso, oferecendo chances igualitárias aos candidatos e o equilíbrio financeiro para prover o tão almejado reajuste à categoria”.

Com relação ao Plano de Carreira, Alex Martins disse que esse direito será implementado de forma gradativa. “Vamos criar um PCCS que atrele a necessidade do servidor público à realidade orçamentária do município. Para que isso ocorra da melhor maneira possível, será instituída uma comissão, formada por dois servidores de carreira de cada secretária, além da representação sindical e do poder público. A comissão encaminhará não somente o PCCS, mas também a disponibilização do Plano de Saúde (FAPS) e a atualização do Estatuto dos Funcionários Públicos”, ressaltou Alex.

O presidente do Sindicato, Ataíde de Oliveira, enumerou os principais problemas enfrentados pela categoria, que dizem respeito à retirada de direitos básicos. “O PCCS foi suspenso, o calendário de pagamento alterado e o salário parcelado em duas vezes. Não parcelamos o pagamento dos nossos compromissos, como aluguel, energia elétrica, telefone em duas vezes. Isso é uma tremenda falta de respeito com a categoria. Entendemos as dificuldades financeiras do município, mas os resultados não podem recair sobre os trabalhadores que já vivem uma grande defasagem salarial”, afirmou

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