Uma operação conjunta das delegacias de Barra do Piraí e Resende resultou na prisão do homem, de 39 anos, acusado de abusar sexualmente da própria filha, de apenas 7 anos, no distrito de Dorândia. O suspeito estava sendo procurado desde a última segunda-feira (dia 27), quando um mandado de prisão temporária foi expedido pelo Juizado Especial Adjunto Criminal. Ele foi encontrado na casa de uma irmã, que fica no bairro São Caetano, em Resende.

O delegado da 88ª DP, Antonio Furtado, detalhou a operação que levou à prisão do suspeito, ressaltando a importância da colaboração entre diversas forças de segurança. “Fizemos buscas todos os dias da semana, checamos diversas informações, até que, num trabalho de inteligência – com o comprometimento e apoio fundamental do Batalhão da Polícia Militar, da Guarda Municipal de Barra do Piraí, além dos policiais civis da 88ª DP e da 89ª DP, coordenados pelo delegado Michel Floroschk – conseguimos êxito em descobrir que ele estava escondido na casa da irmã”. O delegado ainda acrescentou que os policiais, utilizando viaturas descaracterizadas, monitoraram a casa até que o suspeito entrou rapidamente, momento em que a residência foi cercada. “O policial bateu na porta, a irmã abriu e nesse momento foi dito que havia um mandado de prisão. O suspeito foi para os fundos da casa e ia claramente escalar o muro, mas não conseguiu. Ele foi preso, já está na 88ª DP e nós policiais temos sim a sensação de dever cumprido,” destacou Furtado.

O delegado também enfatizou a seriedade com que a equipe tratou o caso, visto que muitos policiais são pais e mães. “A prisão desse indivíduo era uma questão de honra. Será, incialmente, por 30 dias para que possamos investigar com mais tranquilidade e dar segurança para a mãe da vítima e para a criança,” explicou. Furtado revelou ainda que a irmã do suspeito não sabia de seu envolvimento no crime e ficou profundamente abalada ao saber do mandado. “Ela quase desmaiou ao saber, principalmente por ter duas filhas pequenas na casa”.

O homem deve ser transferido até terça-feira (dia 4) para a Cadeia Pública do bairro Roma, em Volta Redonda.

Relembre o caso:

O abuso ocorreu no dia 18 de maio enquanto a mãe da criança estava fora de casa e a irmã mais nova tomava banho. O caso veio à tona quando a criança apresentou sangramento nas partes íntimas na escola. Levada ao Instituto Médico Legal (IML), foi confirmado por um perito legista que houve estupro. Uma secreção foi coletada para pesquisa de esperma, permitindo um futuro exame de DNA para identificar o autor do crime.

Na delegacia, a criança fez um desenho retratando a violência sofrida. O delegado solicitou medidas protetivas da Lei Henry Borel e garantiu que todas as medidas necessárias serão tomadas para esclarecer o caso. A pena para esse crime pode chegar a 15 anos de prisão.

A Lei Henry Borel, legislação brasileira, estabelece medidas de proteção à criança e ao adolescente vítimas ou testemunhas de violência, incluindo atendimento humanizado, especializado e multidisciplinar, prioridade de tramitação processual e a proibição de revitimização. Também prevê programas de apoio psicológico e social para as vítimas e seus familiares.

Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), 40% dos casos de abuso sexual no ano passado vitimaram crianças.

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