O Sindicato dos Metalúrgicos informou, nesta quarta-feira (dia 6), a recusa da proposta de acordo coletivo apresentada pela CSN durante negociação.
Segundo a direção da entidade, a empresa teria apresentado uma proposta de reajuste de 2% para quem ganha até R$ 5 mil e de 1% para trabalhadores com salário acima desse valor, o que foi classificado como uma proposta inadmissível.
Ainda de acordo com o sindicato, a proposta não contempla sequer a recomposição das perdas inflacionárias, o que representa, na prática, redução do poder de compra dos trabalhadores. Diante disso, a negociação não avançou.
O presidente do sindicato, Odair Mariano, foi enfático ao criticar a proposta. “Não podemos aceitar um acordo que ignora a reposição da inflação. Isso significa perda direta no salário do trabalhador. A categoria merece respeito e valorização, e essa proposta está muito distante disso”.
Já o diretor jurídico, Leandro Vaz, ressaltou os impactos legais e sociais da proposta apresentada. “Do ponto de vista jurídico e social, é uma proposta extremamente frágil. Não garantir a recomposição inflacionária fere o princípio básico de preservação do poder de compra. O sindicato não vai compactuar com retrocessos”.
A reunião foi encerrada sem acordo e, até o momento, não há data definida para um novo encontro entre as partes.
A proposta da empresa previa:
* Abono 2025: 2,23 salários para trabalhadores operacionais, com pagamento em duas parcelas (junho e novembro de 2026);
* Cartão extra (banco de horas): R$ 900,00, divididos em duas parcelas de R$ 450,00 (junho e novembro de 2026);
* Cartão alimentação: R$ 1.112,07;
* Auxílio creche: R$ 753,61;
* Reajuste salarial:
* 2% para salários até R$ 5.000,00, incluindo supervisores e técnicos;
* 1% para salários acima de R$ 5.000,00;
* Manutenção dos benefícios atuais.













































