A Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos de Volta Redonda convocou a população para um ato público de indignação, memória e enfrentamento à violência contra as mulheres, marcado para terça-feira (dia 27), às 13 horas, na Praça Sávio Gama, no Aterrado. A mobilização ocorre diante do crescimento alarmante dos casos de agressões, ameaças, tentativas de feminicídio e feminicídios no país e no município.
Em nota pública, a secretaria ressalta que a violência contra as mulheres não é um problema individual, mas uma ferida social que exige posicionamento e ação coletiva. “O silêncio, a indiferença e a naturalização dessa violência também matam”, destaca o texto assinado pela secretária Glória Amorim.
O ato também será um grito coletivo de repúdio à recente tentativa de feminicídio ocorrida em Volta Redonda, em que uma mulher foi atingida por disparos de arma de fogo efetuados por seu ex-companheiro. O caso reacendeu o debate sobre a urgência de fortalecer a proteção às mulheres e o enfrentamento à violência doméstica e de gênero.
A delegada da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), Juliana Montes, reforçou a importância da mobilização e da união da sociedade. “É muito importante que todas e todos estejamos juntos no dia 27, à uma hora da tarde, na Praça da Prefeitura, para demonstrar a nossa indignação e dar o nosso basta à violência de gênero. Quando as mulheres se unem, elas movem montanhas. Foram movimentos de mulheres que, no final dos anos 1980, impulsionaram a criação de serviços que hoje atendem e protegem mulheres”, afirmou.
A delegada também destacou que a participação dos homens é fundamental. “Não é uma briga entre homens e mulheres, é uma briga pela vida. Queremos existir em paz, porque isso é um direito”, completou.
A mobilização recebeu apoio da Diocese de Barra do Piraí–Volta Redonda, que divulgou uma nota de solidariedade e defesa da vida, manifestando pesar pela vítima e por seus familiares. No texto, o bispo diocesano, Dom Luiz Henrique da Silva Brito, afirma que “a vida é dom inviolável de Deus e qualquer agressão a ela é uma ferida aberta no corpo de toda a sociedade”, convidando comunidades, pastorais e pessoas de boa vontade a participarem do ato. A nota reforça que o silêncio não pode ser resposta diante da injustiça e que a indignação deve se transformar em compromisso coletivo de respeito e proteção à vida.
O chamado é direcionado a mulheres e homens, jovens, lideranças comunitárias, movimentos sociais, instituições, igrejas, coletivos, profissionais e toda a sociedade civil. A organização do ato reforça que a presença nas ruas é um posicionamento e que a voz coletiva é resistência. “Por justiça. Por memória. Por todas as mulheres que já não podem mais falar. Por todas as que ainda precisam viver”, conclui a convocação.











































