O Sindicato dos Engenheiros de Volta Redonda (Senge-VR) iniciou a elaboração da pauta de reivindicações para o Acordo Coletivo 2026-2027 dos engenheiros da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A entidade abriu prazo para que os profissionais enviem sugestões que serão consolidadas em um documento a ser submetido à assembleia antes do início das negociações com a empresa.
De acordo com o sindicato, as contribuições podem ser encaminhadas por e-mail, WhatsApp ou presencialmente na sede da entidade, na Vila Santa Cecília. A participação da categoria, segundo a direção, será determinante para a definição das prioridades e da estratégia de negociação.
A presidente do Senge-VR, Neide Aparecida dos Santos, destacou que o envolvimento dos engenheiros é essencial neste momento. “A participação de todos é crucial para as negociações, bem como a mobilização dos trabalhadores para que tenhamos um acordo justo”, afirmou.
Entre os principais pontos que devem compor a pauta estão a recomposição salarial e melhorias no plano de saúde. O sindicato já sinalizou que não pretende aceitar reajustes abaixo da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A entidade também critica o modelo conhecido como “reajuste Robin Hood”, em que trabalhadores com salários mais baixos recebem percentuais maiores de aumento do que os de renda mais elevada.
Outro tema que deve ganhar destaque nas negociações é a defasagem salarial acumulada nos últimos anos. Segundo levantamento do Senge-VR, as perdas dos engenheiros em relação à inflação nos últimos cinco acordos coletivos chegam a cerca de 29%.
Dados divulgados pela entidade indicam que, entre 2020 e 2021, o INPC acumulado foi de 21%, período em que não houve reajuste salarial concedido pela CSN. Em 2022, a inflação foi de 12%, enquanto o aumento aplicado foi de 10%. Em 2023, o índice ficou em 4,5% e o reajuste foi de 3%. Já em 2024, a inflação registrada foi de 3,4%, com aumento de 2,4%. No período mais recente, em 2025, o INPC chegou a 5,9%, frente a um reajuste de 4%.
Para o Sindicato, os números reforçam a necessidade de uma negociação que garanta a reposição integral das perdas inflacionárias e avanços nas condições de trabalho. A pauta final deverá ser apresentada à categoria em assembleia antes de ser encaminhada oficialmente à CSN.












































