A Câmara Municipal de Volta Redonda rejeitou, nesta segunda-feira (dia 27), o veto do prefeito Antônio Francisco Neto ao projeto de lei que prevê o tombamento do Clube Náutico e Recreativo Santa Cecília. A votação teve placar expressivo: foram 16 votos favoráveis à derrubada do veto e apenas um contrário, o que confirma, na prática, a aprovação da lei.
Com isso, o clube passa a ser reconhecido oficialmente como patrimônio histórico, cultural e social do município. A medida garante proteção ao espaço, que há décadas faz parte da vida da cidade, sendo palco de atividades esportivas, eventos e momentos marcantes para muitas famílias.
O projeto, de autoria do vereador Rodrigo Furtado, havia sido vetado pelo Executivo sob o argumento de possíveis inconsistências técnicas em relação às regras de preservação patrimonial. Mesmo assim, a maioria dos vereadores entendeu que o valor histórico e a função social do clube justificam a manutenção da proposta.
O tema ganhou ainda mais peso por conta da disputa judicial envolvendo a área onde o clube está localizado. Uma decisão em primeira instância chegou a reconhecer o direito de reintegração de posse à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), o que gerou preocupação sobre o futuro do espaço. Diante desse cenário, o tombamento foi defendido como uma forma de proteger o local.
Ao longo dos anos, o Clube Náutico se consolidou como um dos pontos mais tradicionais de Volta Redonda, reunindo gerações em atividades de lazer, esporte e convivência. Com a nova lei, qualquer mudança estrutural passa a depender de autorização dos órgãos responsáveis, o que ajuda a preservar tanto o espaço físico quanto sua importância simbólica para a cidade.
A decisão da Câmara marca um posicionamento claro em favor da preservação da história local e reforça o debate sobre o uso e a proteção de áreas com relevância social no município.













































