“É a vida da nossa filha”: pais fazem vaquinha para salvar menina de 2 anos com câncer

Kemilly Trindade Souza, de apenas dois anos, enfrenta uma corrida contra o tempo. Diagnosticada com neuroblastoma, um câncer infantil raro e agressivo, a menina está em tratamento no Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro. Para tentar garantir a cura, os pais criaram uma vaquinha online, apelando à solidariedade da população.

“Não é desespero, é a necessidade de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance. A situação é complicada e não podemos parar”, afirma a mãe, Abiana Trindade Souza.

Moradores do bairro Água Limpa, em Volta Redonda, Gladstone Souza e Abiana vivem uma rotina intensa de exames, internações e sessões de quimioterapia, tentando conciliar os cuidados médicos com a vida familiar. Mesmo diante das dificuldades, Kemilly demonstra força e alegria.

“Ela nunca ficou abatida. Sempre foi alegre, ativa e brincalhona. Mesmo em meio a tudo isso, nunca perdeu o sorriso”, relata a mãe.

A descoberta

Os primeiros sinais da doença surgiram entre abril e maio do ano passado, quando a menina apresentou uma tosse persistente. Inicialmente tratada como alergia e depois como pneumonia, a situação só se agravou.

“Ela parou de comer, só dormia, não reagia. Foi aí que percebi que havia algo muito errado”, lembra Abiana. Uma tomografia revelou uma massa sólida, levando à transferência de Kemilly para o Hospital Regional Zilda Arns e, posteriormente, para o Inca.

Após biópsias e exames complementares, veio o diagnóstico de neuroblastoma, e a menina iniciou o tratamento com cateter e ciclos de quimioterapia. No entanto, exames realizados meses depois indicaram que o tumor não respondeu como esperado, apresentando crescimento de cerca de 30%.

“Esperávamos uma resposta positiva para tentar a cirurgia, mas infelizmente não foi o que aconteceu”, afirma Abiana.

Custos

Durante o tratamento, a família precisou custear exames essenciais fora do fluxo regular do sistema de saúde, como o PET Scan, utilizado para avaliar a evolução da doença. “Foi o exame mais caro que tivemos que pagar, mas era urgente. Graças a rifas e à ajuda das pessoas, conseguimos arcar com ele”, explica a mãe.

Além disso, uma tomografia e ressonância magnética foram solicitadas com urgência pelo cirurgião para análise pela junta médica do Inca. Ao receber os resultados, a família percebeu a piora no quadro e decidiu intensificar a mobilização.

“Às vezes, precisamos tomar a frente e não esperar só pelo hospital. É a vida da nossa filha”, afirma Abiana.

Tratamento

Pesquisando alternativas, os pais descobriram um tratamento nos Estados Unidos, de alto custo, mas com bons resultados para o tipo de câncer de Kemilly. “Queremos tentar tudo o que for possível para ver a Kemilly curada, sem recidiva, sem metástase”, diz a mãe.

Para viabilizar a viagem e o tratamento, foi criada uma vaquinha online, que já mobiliza amigos, familiares e a comunidade. “Cada pessoa que ajuda, divulga ou ora pela Kemilly é uma bênção na nossa vida. Somos muito gratos a todos que estão caminhando conosco nessa luta”, afirma Abiana.

Quem puder contribuir, pode doar via PIX: 194.746.586-41 (em nome de Kemilly Trindade Souza) ou acessar a vaquinha virtual: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-a-kemilly-contra-o-cancer

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