O grupo político ligado ao senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) definiu o nome que disputará o governo do Estado do Rio de Janeiro nas eleições de outubro deste ano. O escolhido é Douglas Ruas (PL), atual secretário de Estado de Cidades.
A decisão foi tomada durante reunião realizada na tarde desta terça-feira (dia 24), em Brasília, consolidando a aliança entre PL, PP e União Brasil no estado.
Douglas Ruas foi o segundo deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro na última eleição e é filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), segundo município mais populoso do estado. O grupo político ao qual pertence venceu a eleição municipal com margem superior a 80% dos votos.
Composição da aliança
Além da definição do nome ao Palácio Guanabara, a articulação também consolidou os demais integrantes da chapa majoritária.
Para a vice-governador, o indicado é Rogério Lisboa (PP), ex-prefeito de Nova Iguaçu, quarto município mais populoso do estado. Ele elegeu seu sucessor em 2024 com votação superior a 70%.
Na disputa ao Senado, a aliança deverá contar com dois nomes. Um deles é Márcio Canella (União Brasil), deputado estadual mais votado do Rio e atual prefeito de Belford Roxo, sexto município mais populoso do estado, eleito com mais de 65% dos votos.
Com a desincompatibilização de Márcio Canella para concorrer ao Senado, a vice-prefeita Mariana Malta, natural de Volta Redonda, deverá assumir a Prefeitura de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
O outro nome ao Senado é o do atual governador Cláudio Castro (PL), que também deve disputar uma vaga.
Disputa com Eduardo Paes
A aliança articulada pelo grupo de Flávio Bolsonaro terá como principal adversário o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que já confirmou que deixará o cargo no próximo dia 20 de março para disputar o Palácio Guanabara.
A movimentação consolida uma polarização antecipada na corrida estadual, colocando frente a frente dois blocos com forte presença na Região Metropolitana.
Sul Fluminense fora da chapa
Apesar da amplitude da articulação, o Sul Fluminense, que reúne pouco mais de 900 mil eleitores, segue, por ora, sem representação na composição majoritária tanto da aliança liderada por Flávio Bolsonaro quanto no grupo político ligado a Eduardo Paes.
A ausência de nomes da região nas chapas principais pode ganhar peso no debate eleitoral ao longo da campanha, especialmente diante da relevância do eleitorado sul-fluminense no cenário estadual. Nesse contexto, a busca por apoio de prefeitos da região passa a ser um componente importante para ambos os grupos na consolidação de suas bases eleitorais.










































