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sexta-feira, maio 15, 2026
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Anvisa mantém proibida fabricação de produtos da Ypê

Por unanimidade, a Anvisa manteve a proibição de produtos de limpeza da Ypê. Em reunião extraordinária, nesta sexta-feira (15), os diretores da agência reguladora analisaram o recurso da fabricante de produtos de limpeza, e mantiveram a suspensão da fabricação e o recolhimento de lotes do produto.  

O diretor presidente da Anvisa, Leandro Safatle, citou que a fiscalização começou em fevereiro deste ano, após uma denúncia no canal FALA.BR, e foram encontradas 76 irregularidades na fábrica em Amaro, interior de São Paulo.  

Após denúncia recebida pelo sistema Fala.BR sobre possível contaminação bacteriana nos produtos, incluindo a bactéria Pseudomonas aeruginosa. A própria empresa confirmou a contaminação microbiológica em diversos lotes dos produtos, com presença de Pseudomonas aeruginosa, o que indica, segundo a avaliação técnica da agência, falhas no controle de processo produtivo. Essa bactéria é conhecida por sobreviver em ambientes úmidos e em produtos líquidos, como saneantes analisados. O contato com produtos contaminados pode causar infecções na pele, olhos, sistemas urinário e respiratório, especialmente em pessoas mais vulneráveis. 

Após o voto do presidente, os demais diretores concordaram em manter as medidas como forma de “resguardar a segurança sanitária dos consumidores”. Com isso, fica mantida a resolução da semana passada: detergente de louça, sabão líquido de roupas e desinfetantes com lotes terminados em 1 não devem ser consumidos.  

Durante o voto, o diretor Daniel Pereira determinou que a Ypê melhore os canais de atendimento ao consumidor e mantenha orientação adequada.  

Cabe à empresa comunicar imediatamente aos consumidores e comerciantes o seu plano de destinação dos produtos que se encontram no mercado e junto a esses consumidores. Cumpre registrar que esta agência recebeu relatos de que o serviço de atendimento ao consumidor da empresa não se encontra em funcionamento adequado no presente momento, situação que agrava ainda mais o cenário de risco. Desta forma, a empresa deve promover o restabelecimento e pleno funcionamento do seu SAC, garantindo atendimento eficaz, transparente e acessível à população. 

Ainda na votação, a defesa da Ypê citou medidas já tomadas pela empresa, para atender às exigências sanitárias. Na avaliação do diretor Thiago Campos, isso demonstra boa vontade, mas ainda é “insuficiente”.  

A própria empresa apresentou medidas corretivas relevantes ao longo do processo, em poucos dias, incluindo reforço dos controles microbiológicos, protocolos extraordinários de quarentena, aprimoramento de mecanismos de rastreabilidade e manutenção voluntária da paralisação da linha fabril. Esses elementos demonstram postura colaborativa da recorrente, e neste momento processual entendo que a confiança regulatória necessária para a retomada plena das atividades ainda não se encontra suficientemente reestabelecida.

Após a suspensão dos produtos, a Ypê chegou a informar que busca reverter a medida, porque afirma que os produtos em questão “são seguros e não representam qualquer risco ao consumidor”.  

De acordo com a Anvisa, a denúncia foi feita no canal FALABR pela fabricante do mesmo ramo, Unilever, que não pediu anonimado na ocorrência. 

Com informações da Agência Brasil

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