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sexta-feira, maio 15, 2026
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Entrevista: Mauro Campos é anunciado pelo NOVO como pré-candidato ao Senado

A movimentação política para as eleições de outubro já começa a desenhar um cenário que pode recolocar o Sul Fluminense no centro das articulações políticas estaduais. Região que, ao longo das últimas décadas, já teve representantes em cargos de destaque, como governador, vice-governador, deputados estaduais e federais, além de secretários de Estado, o Sul do Rio poderá voltar a ocupar espaço de relevância nacional caso confirme uma candidatura competitiva ao Senado Federal.

Entre os nomes que aparecem como possíveis candidatos ao Senado pelo Rio de Janeiro estão o ex-governador Cláudio Castro (PL), a deputada federal Benedita da Silva (PT) e o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil). Agora, o Partido Novo também decidiu entrar na disputa e anunciou que lançará dois pré-candidatos ao Senado, sendo o primeiro deles o empresário Mauro Campos, de Volta Redonda.

Mauro Campos, de 66 anos, ganhou projeção estadual após disputar a Prefeitura de Volta Redonda em 2024 pelo NOVO, terminando a eleição em segundo lugar. O empresário é apontado pela legenda como uma das principais lideranças do partido no Sul Fluminense.

Segundo o presidente estadual do NOVO, Thiago Esteves, a decisão do partido ocorre em um contexto de indefinição política no estado. “Mauro representa exatamente o que o NOVO defende: experiência de gestão, compromisso ético, independência e coragem para enfrentar os problemas reais do Rio de Janeiro sem fazer parte do velho sistema político”, afirmou.

O dirigente partidário também declarou que o partido pretende apresentar alternativas ao eleitorado fluminense. “O Rio de Janeiro vive um momento de absoluto desamparo político. O cidadão fluminense olha para Brasília e para o próprio estado sem enxergar quem realmente o represente. O NOVO quer apresentar nomes preparados, independentes e comprometidos com a liberdade, a responsabilidade e o enfrentamento do sistema”, disse Esteves. A legenda informou ainda que um segundo nome para a disputa ao Senado será anunciado nos próximos dias.

A região já ocupou posições de destaque na política estadual em diferentes períodos, com lideranças exercendo funções estratégicas no Executivo e no Legislativo fluminense. Caso a pré-candidatura de Mauro Campos avance e se consolide até 2026, o Sul Fluminense poderá voltar a disputar protagonismo em uma das cadeiras mais importantes da política nacional: o Senado Federal.

Trajetória empresarial

Engenheiro civil e empresário, Mauro Campos é CEO do Grupo Aceplan Construções e Incorporações e possui atuação em entidades empresariais e industriais. Ele presidiu a Associação Comercial de Volta Redonda (Aciap) por três mandatos, o Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) Sul Fluminense por sete mandatos, além de ter atuado como primeiro tesoureiro da Firjan e diretor da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

“O Sul Fluminense terá um senador pela primeira vez”, afirma Mauro Campos

Após consolidar seu nome na disputa pela Prefeitura de Volta Redonda em 2024, o empresário e engenheiro Mauro Campos (NOVO) aceitou o convite das direções estadual e nacional do partido para um novo desafio: buscar uma vaga no Senado Federal em 2026. Com uma trajetória marcada pela gestão no setor produtivo, Campos interrompeu planos pessoais para encabeçar uma candidatura que promete resgatar o protagonismo político do Sul Fluminense, região que, segundo ele, carece de “políticos de peso” no cenário nacional. Nesta entrevista exclusiva à Folha do Aço, ele detalha suas motivações, analisa as crises no Rio e explica por que a “Nova Política” é o caminho para romper com o atual sistema.

Folha do Aço: O que motivou sua decisão de disputar uma vaga ao Senado pelo Rio de Janeiro?

Mauro Campos – Como muitos sabem, eu tinha decidido não disputar as eleições deste ano para deputado. Deixei a direção das empresas e vim fazer uma viagem longa, de 6 a 12 meses, pelo mundo. Acontece que fui procurado pelo presidente do Diretório Estadual e, em seguida, pelo presidente do Diretório Nacional para disputar uma vaga para o Senado Federal. Após vários dias de conversa, eles, muito gentilmente e cuidadosamente, me convenceram a aceitar a missão de ser candidato.

Quais seriam as principais bandeiras de um eventual mandato no Senado?

As bandeiras são várias, dentro de uma visão de uma nova política para o Brasil e para o Estado do Rio. Ela consiste em ética, transparência, desenvolvimento socioeconômico verdadeiro, gestão técnica, verdade e patriotismo.

Como o senhor avalia o atual cenário político do Rio após as recentes crises e indefinições no estado?

O Rio parece que nunca sai de crises. Tudo por um motivo: a velha política, que sempre insiste em ir contra tudo o que citei como nova política. As indefinições são exatamente consequência da velha política no Rio. As velhas raposas só trocam de cadeira.

O resultado de 2024 em Volta Redonda, apesar da derrota, ajudou a consolidar seu nome politicamente?

Sem dúvida. Foi a criação de uma base sólida para construirmos um Estado e um Brasil muito melhor. Disputamos com os candidatos do partido do Presidente da República, do partido do vice-presidente e do governador, e contra uma enxurrada de dinheiro. Fomos exemplo: não compramos votos e nem fizemos “boca de urna”. Tivemos mais votos, numericamente e percentualmente, que todos os candidatos do meu partido nas capitais do Brasil.

Como pretende ampliar sua projeção para além do Sul Fluminense?

Ampliaremos da mesma forma que criamos nossa base política: honestidade, transparência e capacidade de inovar para o bem.

O senhor acredita que o Sul do Estado perdeu espaço político nos últimos anos?

Sem dúvida. Hoje não temos a representação política que tivemos no passado.

A região já teve governador, vice-governador, deputados e secretários estaduais. O que significaria voltar a ter um representante no Senado?

Você disse bem: voltar a ter políticos de peso. Tenho convicção de que o Sul Fluminense terá um senador pela primeira vez. Isso significa ter projeção nacional e representação direta no Congresso.

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