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sexta-feira, fevereiro 27, 2026
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Chuva: Angra dos Reis registra dois deslizamentos e 375 desalojados

A Defesa Civil de Angra dos Reis emitiu alerta máximo de atenção para a população nas últimas 10 horas, após novo registro seguido de chuvas extremas: mais de 200 mm de chuva em apenas 6 horas.

Segundo a prefeitura, entre a noite de quinta-feira (dia 26) e a madrugada desta sexta-feira (dia 27), o órgão acionou 20 vezes a sirene de alerta e enviou 61 mensagens de evacuação preventiva para 61 bairros. A Prefeitura abriu 30 pontos de apoio para receber os 375 desalojados. As aulas foram suspensas hoje em todas as escolas da rede municipal. Na rede de saúde, apenas os serviços de urgência e emergência – SPAs, UPA Infantil, Hospital Municipal da Japuíba (HMJ) e Hospital Maternidade de Angra dos Reis (HMAR) – estarão em funcionamento nesta sexta-feira, 27 de fevereiro.

As demais unidades (ESFs, AMEs e CEMs) retomam as suas atividades na próxima segunda-feira, 2 de março. Os pacientes com consultas marcadas serão avisados por telefone.

No Parque Mambucaba, a sirene de risco hidrológico foi acionada como medida preventiva para evacuação, devido à possibilidade de transbordamento do Rio Mambucaba.

As equipes da Defesa Civil passaram a madrugada percorrendo os locais mais vulneráveis, ajudando a população a se deslocar de suas casas para os pontos de apoio. A operação contou com apoio do Corpo de Bombeiros. 

O prefeito Cláudio Ferreti esteve nas ruas acompanhando as operações. “Nosso objetivo é salvar vidas e acolher a população”.

Lauro Oliveira, porta-voz da Defesa Civil, informou que foram registrados dois deslizamentos significativos que atingiram residências na região central — um na Rua Prefeito João Gregório Galindo, que conecta o Centro a diversos bairros, e outro no Morro do Tatu.

Oliveira destacou que, mesmo quando algumas pessoas não cumprem de imediato a determinação de evacuar a residência ao ouvirem as sirenes, permanecem em alerta e conseguem deixar suas casas a tempo, caso a situação se agrave. Foi o que ocorreu, segundo ele, nesses dois casos. “Algumas pessoas não saíram de casa, mas estavam atentas e foram ajudadas pelas equipes da Defesa Civil e dos Bombeiros. O deslizamento chegou a atingir parte da residência”, relatou.

A orientação é que os desalojados aguardem nos pontos de apoio a melhora das condições climáticas antes de retornar para casa. “A chuva precisa parar e o solo precisa estar mais seco para afastar a possibilidade de novos deslizamentos nessas residências”, finalizou o porta-voz. Há assistentes sociais e psicólogos nas escolas que funcionam como alojamento.

O volume elevado de chuva em curtos intervalos de tempo aumenta significativamente o risco de deslizamentos de terra e outras ocorrências. 

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