O prefeito de Barra Mansa, Rodrigo Drable (DEM), chegou a ser preso em flagrante por agentes da Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro (Ciaf), da Polícia Civil, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão realizado nesta terça-feira (dia 14). Uma arma de fogo sem registro foi encontrada no apartamento do chefe do Executivo, na Avenida Dr. Francisco Vilela de Andrade Neto, no Centro. A informação é do Ministério Público Estadual.

“Durante a operação, houve lavratura de auto de prisão em flagrante do prefeito de Barra Mansa por posse de arma de fogo sem o devido registro. Rodrigo Drable Costa, no entanto, foi solto mediante pagamento de fiança”, informou a assessoria de imprensa da promotoria.

O prefeito é acusado pelo MP de corrupção e formação de organização criminosa. A investigação foi motivada por uma propina oferecida ao vereador Gilmar Lelis (PRTB). Segundo o parlamentar, a proposta seria de R$ 30 mil, mais vantagens na campanha eleitoral, para que votasse a favor da aprovação das contas do município, referentes ao exercício de 2018, que receberam parecer prévio contrário do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). A maioria dos vereadores votou a favor da aprovação, livrando Drable de se tornar inelegível.

Nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, agentes do Ministério Público e da Polícia Civil foram às ruas para cumprir 11 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao prefeito, aos vereadores Zélio Show (PRTB) e Paulo Chuchu (Solidariedade), presidente da Câmara Municipal, e o coronel reformado da Polícia Militar Jorge Ricardo da Silva, ocupante de cargo comissionado da prefeitura. O processo tem sigilo legal decretado.

Os mandados foram expedidos pelo Segundo Grupo de Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), que determinou o afastamento dos denunciados de suas funções públicas, por meio de medida cautelar requerida pelo MPRJ. Com o afastamento do prefeito, quem assume é a vice, Professora Fátima Lima (PRTB).

Outro lado

A prefeitura de Barra Mansa disse, em nota, que Rodrigo Drable foi “acusado indevidamente”. Ainda de acordo com o comunicado, a denúncia trata-se de uma “manobra política” e que “o corpo jurídico do município já está trabalhando na elucidação dos fatos”.

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