O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve a condenação de Marco Antonio da Silva 30 anos e quatro meses de prisão pelo assassinato da ex-companheira, Aida Naira Cruz Rodrigues, ocorrido em setembro de 2024, em Paracambi. A sentença foi definida nesta quarta-feira (15) e inclui os crimes de feminicídio, sequestro e ocultação de cadáver.
De acordo com a denúncia, o crime foi motivado pela inconformidade do réu com o fim do relacionamento. No dia 17 de setembro, ele teria atraído a vítima, de 46 anos, sob o pretexto de uma conversa, quando ela seguia para o trabalho nas primeiras horas da manhã. Após impedir que ela deixasse o veículo, o acusado a levou até a região conhecida como Ponte Coberta.
Segundo o Ministério Público, no local, a vítima foi agredida com golpes na cabeça, estrangulada e, em seguida, arremessada de um barranco no Rio Guandu, numa tentativa de ocultar o corpo. As investigações também apontaram que a mulher vivia sob constante vigilância e já havia registrado, em um diário pessoal, episódios de violência praticados pelo ex-companheiro.
Durante o julgamento, esses registros foram apresentados pela Promotoria como elementos que reforçaram o histórico de violência doméstica. O caso foi enquadrado como feminicídio, crime caracterizado quando a motivação está relacionada à condição de gênero da vítima.
Como forma de homenagem, o Centro Especializado de Atendimento à Mulher de Paracambi passou a levar o nome da vítima, conforme lei municipal sancionada em 2025. A iniciativa busca manter viva a memória e reforçar a importância do enfrentamento à violência contra a mulher.
Foto: Reprodução













































