Prédios abandonados em uma das regiões mais valorizadas de Volta Redonda têm provocado revolta entre moradores dos bairros Laranjal e Vila Santa Cecília. Fechados há anos, imóveis de grande porte, como o antigo prédio dos Correios, o Hospital e Maternidade São Camilo e o Centro Médico Villa, se transformaram em focos de insegurança, sujeira e deterioração urbana.
Em um raio de poucos quarteirões, os imóveis acumulam sinais de abandono, com mato alto, estruturas deterioradas e ausência de qualquer destinação definida. Para moradores, o problema já deixou de ser apenas uma questão patrimonial e passou a afetar diretamente a qualidade de vida da população.
“É revoltante ver uma região tão nobre chegar a esse ponto. Parece que o poder público simplesmente fechou os olhos para um problema que só cresce. Quem mora aqui vive com medo, principalmente quando anoitece”, afirma a aposentada Maria Lucy Ferreira.
Segundo relatos de moradores, os imóveis abandonados vêm sendo utilizados como abrigo improvisado por pessoas em situação de rua e há suspeitas de que alguns desses espaços também sejam frequentados por pessoas envolvidas em atividades criminosas. Além disso, a falta de manutenção favorece a proliferação de ratos, insetos e outros animais.
“A sensação de insegurança aumentou muito. Ninguém quer passar por esses locais à noite. Precisamos de uma resposta urgente das autoridades”, diz o comerciante Carlos Henrique Sobreira.
Para o contador Roberto Firmino Almeida, o problema exige uma atuação mais firme do poder público. “Não importa se os imóveis são particulares. Quando passam a representar riscos para toda uma comunidade, o poder público e o Ministério Público precisam agir. A população não pode continuar pagando essa conta. A antiga Rodoviária Francisco Torres também se tornou um símbolo do descaso com a população”, afirma.
São Camilo encerrou atendimentos há mais de uma década
Entre os imóveis que mais chamam a atenção dos moradores está o antigo Hospital e Maternidade São Camilo, na Rua Lions Club. Fechado há mais de dez anos, o prédio permanece sem qualquer destinação definida.
O imóvel chegou a ser incluído em um leilão judicial em 2017, em meio a uma disputa envolvendo antigos proprietários e débitos cobrados pela Fazenda Nacional. O espaço também chegou a abrigar o Hospital Municipal do Idoso durante a gestão do ex-prefeito Samuca Silva.
Atualmente, o prédio permanece vazio e com sinais evidentes de deterioração, tornando-se um dos principais símbolos do abandono urbano na região.
Obra dos Correios se arrasta há quase 16 anos
Outro imóvel que preocupa os moradores é o antigo prédio da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), localizado na Avenida dos Trabalhadores. A unidade, que abrigava uma agência e o Centro de Distribuição Domiciliar dos Correios, foi fechada em agosto de 2009 para obras de reforma. A previsão inicial era de que os serviços fossem concluídos em junho de 2010. Quase 16 anos depois, o prédio segue fechado.
Em julho de 2023, os Correios anunciaram um pacote de R$ 350 milhões para modernização de unidades em todo o país. Apesar da promessa, a antiga agência de Volta Redonda segue abandonada quase 16 anos após o início das obras.














































O negocio é a privatização dos correios, isso é má administração do dinheiro público, não tem jeito.