A Prefeitura de Volta Redonda revogou a licitação destinada à construção do monumento em homenagem aos “arigós”, trabalhadores migrantes da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), apenas uma semana após anunciar a abertura de um novo edital. O aviso de revogação foi publicado oficialmente nesta sexta-feira (dia 20), citando “razões de interesse público”.
A decisão ocorre em um momento de forte desgaste do projeto. Desde que foi anunciado, há aproximadamente três anos, o monumento tem sido alvo de intensas críticas. O principal questionamento reside no uso de recursos milionários para uma obra ornamental, enquanto setores considerados urgentes, como saúde, educação e infraestrutura urbana, sofrem com carência de investimentos.
Reação popular: “Desperdício de verba pública”
Nas redes sociais da Folha do Aço, a indignação dos moradores ficou evidente nos comentários das publicações sobre o edital. O descompasso entre a prioridade do governo e a realidade das ruas gerou reações imediatas: “O incrível caso do prefeito no sexto mandato que ainda não aprendeu a governar”, reagiu um internauta, questionando a experiência da gestão atual diante das escolhas administrativas.
Outro leitor apontou a precariedade dos serviços essenciais: “E a saúde no estado que está”, comentou. O sentimento de desaprovação foi resumido de forma direta por outro seguidor: “Quanto desperdício de verba pública!”.
Histórico de atrasos e reformulação
O projeto previa a execução da obra no entorno da Torre de TV, no Núcleo Fazendinha, no bairro Retiro. A revogação acontece poucos dias após o município marcar para 25 de março uma nova concorrência pública, com valor estimado em R$ 3,4 milhões.
Originalmente iniciada em fevereiro de 2023, a obra deveria ter sido entregue em janeiro de 2024. No entanto, o cronograma foi marcado por interrupções e questionamentos técnicos: rescisão contratual: Em outubro do ano passado, o contrato anterior foi cancelado após a empresa executora alegar dificuldades logísticas no transporte de materiais pesados para o local. Readequação orçamentária: O custo, inicialmente previsto em R$ 3,7 milhões, sofreu sucessivos reajustes devido a revisões técnicas, chegando a ultrapassar R$ 4,3 milhões ao longo da execução.
Com a nova revogação, o projeto volta à estaca zero e segue sem previsão de retomada, atendendo, ainda que indiretamente, ao apelo de parte da sociedade por um novo escalonamento das prioridades orçamentárias do município.












































