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domingo, março 1, 2026
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Apuração sobre Incêndio na Usina expõe distanciamento entre direção do Sindicato dos Metalúrgicos e CSN

O incêndio sem vítimas registrado na manhã de terça-feira (dia 28) na torre de resfriamento da fábrica de Aços Longos, em Volta Redonda, escancarou o clima de distanciamento hoje existente entre as direções da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e do Sindicato dos Metalúrgicos. A empresa faz transparecer – mesmo que de forma velada – que não reconhece Edmar Miguel como legítimo representante dos trabalhadores.

Desde que passou a ocupar o gabinete presidencial do SindMetal, em dezembro passado, Edimar adota um tom crítico à postura da empresa. O entendimento dele é que o empresário Benjamin Steinbruch e seus comandados estão a fim de dificultar o diálogo.

“Nossa prioridade sempre será o trabalhador e a CSN se sente incomodada com a nossa administração”, afirmou o sindicalista, horas após assinar um ofício questionando se houve vítimas de intoxicação pela fumaça ou queimaduras. A CSN, como de costume, age à sua maneira, ou seja, medindo cada passo a ser dado. No caso específico do incêndio na Aços Longos, a resposta foi objetiva, garantindo que tudo estava sob controle e nenhuma ocorrência teria sido registrada envolvendo funcionários.

A resposta, no entanto, não convenceu Edimar, que reagiu por meio de nota publicada pela assessoria do Sindicato.

“Mesmo com a informação da CSN de que não houve vítimas, a apuração deve ser rigorosa, pois é clara a falta de medidas de prevenção contra acidentes dentro da Usina, o que muitas vezes coloca a vida dos trabalhadores em risco. Por isso, nós do Sindicato já informamos e pedimos providências à Delegacia Regional do Trabalho (DRT), e aguardamos que o fato seja devidamente apurado e esclarecido. Vamos acompanhar a apuração dos fatos”, afirmou o presidente do Sindicato. “Não vamos abandonar e nem deixar de lado os colaboradores, mas uma hora a fábrica terá que nos atender, afinal, somos os representantes legais dos metalúrgicos.

As negociações do acordo salarial 2023-2024 serão o termômetro para este tenso início de relação entre a diretoria empossada em dezembro e a direção da CSN. 

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