Um homem foi preso na manhã desta terça-feira (dia 6) suspeito de envolvimento no desaparecimento do motoboy Wesley dos Santos Silva Henrique, de 30 anos, ocorrido em Volta Redonda. O jovem está desaparecido há mais de dois meses e foi visto pela última vez na noite de 21 de outubro de 2025, no bairro Siderlândia.
A prisão ocorreu durante uma operação da Polícia Civil, que visava cumprir três mandados de prisão expedidos pela Justiça nos bairros Açude e Siderlândia. Um dos investigados foi localizado e preso; outros dois seguem foragidos. Segundo a corporação, quatro suspeitos já foram identificados ao longo das investigações, sendo que dois estão presos e dois continuam sendo procurados.
De acordo com a 93ª DP (Volta Redonda), o trabalho investigativo inclui diligências de campo, análises técnicas e medidas cautelares autorizadas pela Justiça. A motocicleta e o telefone celular de Wesley já foram localizados. A princípio, os indícios reunidos pela Polícia Civil apontam que o motoboy teria sido morto por integrantes da facção Comando Vermelho, com atuação nos bairros Siderlândia, Jardim Belmonte e Açude, e que houve estratégias para a ocultação do corpo. A polícia ressalta que as investigações seguem sob sigilo e estão em fase final.
A expectativa é de que, ao fim do inquérito, seja apresentado um relatório detalhado com as circunstâncias do crime e o papel de cada investigado, desde o roubo dos pertences até a possível execução e ocultação do cadáver. Ainda não há confirmação oficial sobre o destino de Wesley.
O rapaz era morador do bairro Belo Horizonte, pai de um menino de 6 anos, e cursava enfermagem na Cruz Vermelha, em Barra Mansa. Nesta terça-feira (dia 6), a mãe, Rosilene dos Santos Silva, fez um novo apelo público e reforçou que ainda não recebeu nenhuma resposta oficial sobre o paradeiro do filho. Ela explicou que, por conta do sigilo da investigação, tem acesso apenas às mesmas informações divulgadas pela imprensa e disse que respeita os prazos e procedimentos definidos pela Polícia Civil.
“Uma mãe não consegue seguir em frente sem saber o que aconteceu com o filho. Eu não tive um sepultamento, eu não tive uma despedida. O que eu busco é uma resposta”, afirmou. Rosi, como é conhecida, ainda se solidarizou com outras famílias da região que vivem situações semelhantes, destacando a dor comum de mães e pais que aguardam notícias de filhos desaparecidos e reforçando que não vai desistir enquanto não houver esclarecimento do caso.
Foto: Divulgação/Polícia Civil











































