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sábado, março 14, 2026
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Justiça do Rio manda afastar deputada estadual por suspeita de ligação com a milícia

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou o afastamento, por tempo indeterminado, de Lúcia Helena de Amaral Pinto, a Lucinha, do PSD, do cargo de deputada estadual. A parlamentar é alvo de buscas da Operação Batismo, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro na manhã desta segunda-feira (dia 18). A ação – que é um desdobramento da operação Dinastia, realizada em agosto de 2022 – tem o objetivo de apurar a participação e a articulação política desempenhada pela deputada, em conjunto com sua assessora, em benefício de milícia privada, com atuação na Zona Oeste do Rio.

Quarenta policiais federais cumprem oito mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ/RJ), nos bairros de Campo de Grande, Santa Cruz e Inhoaíba, todos na Zona Oeste, bem como em gabinete na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Além dos mandados, a justiça determinou o afastamento imediato das funções legislativas de Lucinha, proibição de manter contatos com determinados agentes públicos e políticos, bem como proibição de frequentar a casa legislativa.

As investigações apontam a participação ativa da deputada estadual e de sua assessora na organização criminosa, especialmente na articulação política junto aos órgãos públicos visando atender os interesses do grupo miliciano, investigado por organização criminosa, tráfico de armas de fogo e munições, homicídios, além de extorsão e corrupção.

O trabalho foi desenvolvido pelo Grupo de Investigações Sensíveis da PF (GISE/RJ) e pela Delegacia de Repressão a Drogas (DRE/PF/RJ) em conjunto com Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Procuradoria Geral de Justiça – PGJ.

O nome da operação está associado à alcunha “MADRINHA”, maneira como lideranças do grupo criminoso autointitulam a parlamentar.

Foto: Reprodução/ALERJ

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