A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) deflagrou, na terça-feira (dia 24), mais uma fase da “Operação Espoliador”, que já se consolida como a maior operação da história do Rio de Janeiro em número de presos em um único dia. Ao todo, 643 criminosos foram capturados na ofensiva, que cumpriu centenas de mandados de prisão contra investigados por roubo, latrocínio e receptação em todo o estado.
A ação mobilizou policiais civis dos Departamentos-Gerais da Capital (DGPC), da Baixada (DGPB), do Interior (DGPI), de Polícia Especializada (DGPE), Departamento Geral de Polícia de Atendimento à Mulher (DGPAM) e de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP). Os alvos foram identificados a partir de inquéritos e trabalhos de inteligência que apontaram a atuação de criminosos de alta periculosidade ligados a crimes contra o patrimônio.
A operação atingiu toda a cadeia criminosa, incluindo líderes de quadrilhas, executores, colaboradores e receptadores, responsáveis por fomentar e sustentar as práticas ilícitas. As investigações indicam que facções investigadas concentram cerca de 80% dos roubos de veículos e 90% dos roubos de carga na capital e na Região Metropolitana.
“Esses são criminosos da pior espécie. A Polícia Civil vem, reiteradamente, com uma série de operações, tirando esses bandidos de circulação. O que dificulta, na verdade, é o retrabalho. Mais de 60% dos presos já possuíam anotação criminal. Mesmo com toda movimentação das delegacias, alguns criminosos voltam às ruas no dia seguinte à prisão. A Polícia Civil continuará prendendo, mas precisamos que haja uma reformulação”, esclareceu o secretário de Estado de Polícia Civil, delegado Felipe Curi.











































