O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, desistiu da candidatura ao Senado nas eleições de 2026. A decisão foi comunicada na tarde desta quinta-feira (dia 28) ao presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, em meio ao agravamento da situação política e jurídica do ex-governador.
Castro era pré-candidato da legenda desde fevereiro e integrava a estratégia eleitoral do partido no Rio de Janeiro ao lado do senador Flávio Bolsonaro. Nos bastidores, dirigentes do PL já consideravam a candidatura inviável após a inelegibilidade decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal.
A pré-candidatura de Castro contava com a simpatia e apoio público de diversos políticos com base eleitoral no Sul Fluminense, entre eles os prefeitos de Volta Redonda, Neto (PP), e de Barra Mansa, Luiz Furlani (PL), além do ex-prefeito Rodrigo Drable, que ocupou o cargo de subsecretário estadual até março deste ano.
As investigações apuram supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e a antiga Refinaria de Manguinhos, atual Refit. Nesta semana, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão no apartamento onde Castro mora, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
A crise ganhou novos desdobramentos após a divulgação de mensagens trocadas entre Castro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a investigação, os dois participaram de encontros em Nova York, incluindo visitas a restaurantes de luxo com despesas elevadas.
Com a desistência, o PL passou a discutir nomes para substituir o ex-governador na disputa ao Senado. Entre os cotados estão os deputados Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante.













































