O Maio Amarelo é um movimento criado com a finalidade de alertar a sociedade para o alto índice de acidentes no trânsito e suas consequências. No Brasil, as iniciativas de conscientização começaram em 2014, com a união do estado, iniciativa privada e população no propósito de discutir e elaborar estratégias voltadas à segurança e preservação da vida.

Com o objetivo de fortalecer essa campanha, a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA+A) da Fundação Oswaldo Aranha (FOA) reuniu funcionários da instituição para um simulado de trânsito no prédio 18 do campus Universitário Olezio Galotti, em Três Poços. A proposta teve adesão da Liga de Primeiros Socorros, do curso de Ed. Física do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), para orientar sobre como agir corretamente caso presenciem um sinistro de trânsito, com o passo a passo para esse tipo de situação.

De acordo com o levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o número de vítimas fatais em acidentes nas rodovias federais brasileiras em 2023 foi o maior dos últimos seis anos. O total de vidas perdidas chegou a 5.621, um aumento de 3,34% em relação ao registrado em 2022.

O registro de acidentes também subiu de 64.547 para 67.658, tal qual a quantidade de feridos, que teve alta de 72.971 para 78.322.

Além das campanhas chamarem a atenção para ações que garantem a segurança no tráfego de veículos e pedestres, elas refletem sobre a Lei de Omissão de Socorro. O art. 135 da Lei n2.848 do Código Penal Brasileiro explica que é crime qualquer cidadão, envolvido no acidente ou apenas testemunha, deixar de prestar assistência ou pedir socorro, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à pessoa ferida ou em grave e iminente perigo.

“O propósito dessa atividade é justamente explicar cada atitude correta a ser tomada ao prestar atendimento em um acidente de veículos ou pedestres. É fundamental, até por questões atreladas à cidadania do indivíduo, saber lidar com esse tipo de incidente para que se garanta a segurança das vítimas”, enfatizou Juliano Sá, presidente da CIPA+A.

Rodolfo Silva, professor do curso de Educação Física e presidente docente da Liga de Primeiros Socorros, explicou os cinco passos essenciais para prestar ajuda ao presenciar um acidente.

Confira os 5 passos na hora de prestar socorro em acidentes de trânsito:

1º Passo: Sinalizar o local, com um objeto nitidamente visível, para que se evite novas fatalidades. A distância necessária depende da velocidade da via.

Por exemplo, se a velocidade máxima permitida for de 40 km/h, a sinalização deve ser colocada a 40 metros da cena. Em casos de condições adversas ao trânsito, deve-se dobrar a distância em relação à velocidade da via.

2º Passo: Conferir a responsividade da vítima, realizando as principais perguntas do SAMPLA (história resumida sobre o paciente). As respostas devem ser aos sintomas, alergias pré-existentes, medicamentos utilizados anteriormente e aos líquidos ou substâncias ingeridas previamente.

3º Passo: Caso a vítima esteja inconsciente, verificar os sinais vitais na região do pulso carotídeo. É preciso colocar os dedos indicador e médio na região do pescoço próxima ao músculo da mandíbula.

Se houver sinais de vida, ela deve ser colocada, delicadamente, de forma lateral. O motivo é que quando ficamos em decúbito dorsal, deitados paralelamente ao chão, incluindo a parte da cabeça, a língua pode começar a obstruir as vias respiratórias, causando falta de ar.

4º Passo: Chamar socorro médico especializado, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo número 192.

5º Passo: Caso se identifique que a vítima está em parada cardiorrespiratória, deve-se colocar em prática o CAB nos primeiros socorros, onde C = compressões torácicas; A = abertura das vias aéreas e B = ventilar. A reanimação deve ter início com 30 compressões. A avaliação secundária no atendimento do politraumatizado consiste em um exame físico completo (crânio-caudal) e uma história resumida sobre o paciente (história SAMPLA), seguidas da liberação das vias aéreas, para serem realizadas duas respirações boca a boca de um segundo cada.

OBS: Em cenários mais graves, o 4º passo pode ser antecipado para a preservação das vidas dos acidentados, por conta da urgência e ajuda especializada. Pode ser acionado o Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193.

Rodolfo também ensinou algumas técnicas aplicadas em casos de hemorragia, como a realização de um torniquete. Ao utilizar um tecido liso e limpo, de preferência uma atadura, é preciso cobrir a região do ferimento ou um pouco acima, realizando uma volta com os dois lados do curativo seguidos de um nó. Em cima dele, coloque um objeto sólido para exercer pressão no local, dê outra volta e faça outro nó. Para finalizar, gire o item até fixá-lo sem que saia do lugar:

“Essa ação é fundamental para mostrar aos funcionários quais medidas devem ser tomadas em casos de sinistros de trânsito. Dessa forma, eles conseguem ter clareza como agir em uma situação complexa como essa, que às vezes pode causar até insegurança sobre quais ações precisam ser feitas para preservar a vida de todos”, explicou Rodolfo, sobre os impactos da ação ao esclarecer o passo a passo dos primeiros socorros em fatalidades no trânsito.

Após serem conscientizados com essas orientações, todos os funcionários colocaram em prática cada um dos ensinamentos transmitidos. Arnaldo Cesar, funcionário do setor de Eventos, declarou que o simulado superou as expectativas, por toda a participação e envolvimento promovido na ocasião:

“A metodologia prática utilizada, com demonstrações ao vivo e participação ativa do público, contribuiu significativamente para a compreensão e memorização das técnicas apresentadas. Para ser sincero, fiquei surpreso positivamente pelo sucesso da atividade, pois ela me fez sentir mais confiante e preparado para agir em situações reais de emergência”.

Foto: Divulgação

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