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quinta-feira, junho 11, 2026
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Presidente da AAPVR condena Congresso por pautas bombas e descaso com aposentados

“É incrível a falta de empatia dos nossos congressistas para com os que mais precisam, como os aposentados, pensionistas e idosos, ao mesmo tempo em que agem rapidamente quando é para beneficiar outros setores. As chamadas pautas bombas, por exemplo, foram aprovadas, rapidamente, no senado e deve acontecer o mesmo na Câmara, enquanto projetos de recuperação do salário dos aposentados e pensionistas permanecem parados por vários anos”.

A afirmação é do presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Volta Redonda, Geraldo Vida, e foi feita logo após tomar conhecimento da aprovação, no Senado Federal, do Projeto de Lei que trata da renegociação das dívidas dos produtores rurais, na última quarta-feira, e de outros dois que podem chegar a um gasto de R$ 140 bilhões em 10 anos.

“Deputados e senadores são eleitos para trabalhar em favor da população, mas priorizam projetos de interesse de classe ou de empresários. Os aposentados esperam, ansiosamente, a votação de projetos de lei como o 4434/2008, que recupera o poder de compra de quando a pessoa se aposentou. Aprovado na Constituição de Justiça, aguarda votação no Plenário da Câmara há vários anos”, explicou Geraldo Vida.

O presidente do Grupo AAPVR disse, ainda, que outro projeto de caráter humano e que aguarda votação é o que recupera o salário das pensionistas que ficaram nesta situação após a última reforma da Previdência.

“A reforma feita em 2019 foi um dos projetos mais cruéis que já passou pelo Congresso Nacional. Com ela, os trabalhadores passaram a receber menos, depois de aposentados, e as novas viúvas perderam 40% do seu poder de compra. Com isso, o nosso País ficou com pensionistas de primeira classe, que recebem 100% do que o segurado recebia, e as de segunda classe, que recebem somente 60%, como se as despesas de uma família caíssem 40% com o falecimento de um membro. Não somos nem contra socorrer quem precisa, como os produtores rurais, desde que os anseios das classes menos favorecidas sejam também atendidas”, finalizou Geraldo Vida. 

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