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segunda-feira, junho 8, 2026
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Após suspensão de vacina contra dengue pelo Ministério da Saúde, Barra Mansa esclarece que não aplicou imunizante; Barra do Piraí registrou apenas reações leves

A suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, anunciada pelo Ministério da Saúde após o registro de eventos adversos graves em investigação, levou prefeituras da região a se manifestarem sobre a utilização do imunizante em seus municípios.

Em Barra Mansa, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a vacina do Instituto Butantan não foi aplicada em nenhuma unidade da rede municipal. Segundo a prefeitura, o município não participou da estratégia de vacinação com o imunizante Butantan-DV e, portanto, nenhuma dose foi administrada à população local.

A secretaria destacou ainda que a decisão do Ministério da Saúde tem caráter preventivo e foi adotada em conjunto com órgãos de vigilância sanitária para permitir o aprofundamento das análises técnicas sobre os casos registrados. O município orienta os moradores a buscarem informações apenas por meio dos canais oficiais de saúde, evitando a disseminação de notícias falsas ou não verificadas.

Já em Barra do Piraí, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a vacina do Instituto Butantan foi destinada exclusivamente aos profissionais de saúde que atuam na Atenção Primária. A população contemplada pela campanha nacional de vacinação contra a dengue continua recebendo a vacina Qdenga, conforme os critérios estabelecidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

De acordo com a prefeitura, foram registrados dois casos de reação alérgica leve entre os profissionais imunizados. As ocorrências foram acompanhadas pelas equipes de saúde e notificadas aos órgãos competentes, seguindo os protocolos de monitoramento de eventos adversos pós-vacinação.

A administração municipal ressaltou que, até o momento, não recebeu comunicação oficial sobre a suspensão da vacina aplicada aos profissionais de saúde e aguarda orientações formais da Secretaria de Estado de Saúde e do Ministério da Saúde para eventual adoção de novas medidas.

As duas prefeituras reforçaram a importância da vacinação como ferramenta fundamental de prevenção de doenças e proteção da saúde pública, destacando que os imunizantes continuam sendo responsáveis pela redução de casos graves, internações e mortes causadas por diversas enfermidades.

Entenda o caso

O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan após a identificação de 42 casos de reações adversas graves entre mais de 500 mil pessoas vacinadas no país. Entre os casos investigados, três pacientes precisaram ser internados e dois morreram. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ainda não há comprovação de que os eventos tenham sido causados pela vacina, mas a medida foi adotada por precaução enquanto as investigações são aprofundadas.

A suspensão vale apenas para a vacina do Butantan e não afeta a aplicação da Qdenga, produzida pela Takeda e utilizada normalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde destacou que a decisão não invalida a eficácia do imunizante brasileiro, que continua oferecendo proteção contra a doença para quem já recebeu a dose. O Instituto Butantan informou que colaborará com as investigações para avaliar a segurança da vacina e possibilitar a retomada da vacinação.

Dos mais de 500 mil vacinados, 3.703 apresentaram sintomas semelhantes aos da dengue e 42 desenvolveram sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. O governo federal realizará um acompanhamento especial das pessoas imunizadas nos últimos 21 dias e orienta que qualquer pessoa que apresente agravamento dos sintomas procure imediatamente uma unidade de saúde. As investigações vão analisar histórico clínico, doenças preexistentes, possíveis fatores de risco e outras causas que possam estar relacionadas aos casos registrados.

Foto: Instituto Butantan/Divulgação

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