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domingo, julho 5, 2026
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Prefeitura aciona órgãos estaduais após infestação de moscas no IFRJ de Pinheiral

A Prefeitura de Pinheiral informou que acionou órgãos estaduais de saúde e meio ambiente para investigar a proliferação de moscas no município, após o problema impactar diretamente o campus do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), onde o restaurante estudantil foi temporariamente fechado.

Segundo a administração municipal, o aumento da presença de moscas tem sido registrado em diferentes pontos da cidade e pode estar relacionado ao processo de encerramento das atividades da Granja Rica, iniciado em janeiro. Em vistoria recente, realizada em conjunto com o Instituto Estadual do Ambiente (INEA), foi confirmada a presença significativa dos insetos na área, o que acendeu o alerta das autoridades.

Como resposta, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância em Saúde, solicitou apoio da Vigilância Estadual e do Laboratório Central de Saúde Pública do Rio de Janeiro (Lacen-RJ), que deve realizar uma visita técnica para conduzir um estudo detalhado. O objetivo é identificar as causas da infestação e orientar as medidas mais adequadas de controle. A prefeitura destaca que, até o momento, não há no Sistema Único de Saúde (SUS) método químico específico para o combate direto às moscas.

Enquanto aguarda o diagnóstico técnico, o município afirma que segue monitorando a situação e orienta a população a adotar medidas preventivas, como manter o lixo fechado, evitar acúmulo de resíduos e reforçar a limpeza de quintais e terrenos.

O posicionamento ocorre após a direção do IFRJ suspender, entre os dias 31 de março e 2 de abril, o funcionamento do bandejão e da cantina do campus de Pinheiral. A medida foi adotada mesmo após uma dedetização, diante da persistência da infestação nas dependências do restaurante, que atende diariamente centenas de estudantes.

Relatos de alunos indicam que o problema vai além da área de alimentação, atingindo também salas de aula e outros espaços acadêmicos. Estudantes descrevem dificuldades para se concentrar durante as atividades e classificam a situação como crítica, com insetos presentes de forma constante no ambiente escolar.

A direção do campus informou que mantém diálogo com a prefeitura e a vigilância sanitária municipal para buscar soluções conjuntas e não descarta a reorganização das atividades acadêmicas, com concentração das aulas em um único turno durante o período mais crítico.

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