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segunda-feira, abril 20, 2026
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Estado do Rio registra alta de crimes contra idosos, e VR acompanha tendência   

O aumento da violência contra pessoas idosas no estado do Rio de Janeiro já se reflete na realidade de municípios como Volta Redonda. Enquanto o Dossiê Pessoa Idosa 2025, do Instituto de Segurança Pública (ISP), aponta crescimento de crimes como estelionato e violência dentro de casa, um levantamento na cidade mostra que 33 idosos foram atendidos em situação de violação de direitos apenas no mês de março.

De acordo com o Núcleo de Atendimento ao Idoso (Nuai), que funciona na 93ª Delegacia de Polícia Civil, 31 dos atendimentos registrados no período são casos novos, indicando a frequência com que esse tipo de ocorrência chega aos serviços especializados do município.

O cenário local acompanha uma tendência observada em todo o estado. Segundo o dossiê, as pessoas idosas já representam 18,8% da população fluminense e têm sido alvo frequente de crimes, principalmente golpes financeiros. Somente em 2024, o Rio de Janeiro registrou 35.734 vítimas idosas de estelionato, evidenciando a vulnerabilidade desse público, especialmente diante de fraudes praticadas por telefone e meios digitais.

Em Volta Redonda, embora os casos atendidos tenham perfis variados, a violência psicológica aparece como a mais recorrente, representando cerca de 36% dos registros. Também foram identificados episódios de injúria, furto, sobrecarga familiar, além de situações de abuso financeiro e discriminação.

Recorrente no próprio convívio

Assim como no restante do estado, a violência muitas vezes ocorre dentro do próprio convívio da vítima. O levantamento do Nuai aponta que os principais autores são pessoas próximas, como filhos, vizinhos e cônjuges. Esse dado segue o padrão identificado no dossiê estadual, que mostra que mais da metade dos casos de ameaça contra pessoas idosas acontece no ambiente doméstico e envolve familiares ou conhecidos.

Outro ponto em comum é o perfil das vítimas. Em Volta Redonda, a maioria dos atendimentos envolve mulheres, com destaque para a faixa etária entre 70 e 79 anos. No cenário estadual, também há predominância feminina entre as vítimas de diferentes tipos de violência.

As denúncias no município chegam, principalmente, por demanda espontânea, seguida por registros feitos na própria delegacia e encaminhamentos de órgãos como Guarda Municipal, Secretaria de Ordem Pública e assistência social. Dos casos registrados em março, 10 resultaram em boletins de ocorrência e dois exigiram encaminhamento para a rede de proteção.

Além do atendimento direto, o trabalho preventivo também tem sido intensificado. A Patrulha de Proteção ao Idoso realizou 36 visitas e 39 rondas em instituições de longa permanência, ampliando o monitoramento e o acompanhamento de possíveis situações de risco.

O conjunto de dados reforça a necessidade de integração entre segurança pública e assistência social. Com o envelhecimento da população, a tendência é de aumento dessas ocorrências, o que exige políticas públicas permanentes e maior alcance das redes de proteção.

A população pode colaborar denunciando casos de violência ou negligência. Em Volta Redonda, as denúncias podem ser feitas pelo telefone 197 (Nuai), 153 (Guarda Municipal) ou pelo Disque 100, canal nacional de proteção aos direitos humanos. Também é possível acionar a Polícia Militar pelo 190 ou procurar diretamente a 93ª Delegacia de Polícia e os serviços de assistência social do município.

As denúncias podem ser anônimas e são fundamentais para interromper ciclos de violência e garantir proteção às pessoas idosas.

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