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segunda-feira, junho 8, 2026
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Ministério da Saúde suspende vacina do Butantan contra a dengue após registro de reações graves e duas mortes sob investigação

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (dia 8) a suspensão temporária da aplicação e da distribuição da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A medida foi adotada após o registro de 42 casos de reações adversas graves e a investigação de três ocorrências consideradas severas, entre elas duas mortes.

O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que ressaltou não haver, até o momento, comprovação de que os casos tenham sido causados pela vacina. Segundo ele, a suspensão tem caráter preventivo e permitirá uma investigação mais aprofundada sobre os episódios registrados.

Mais de 500 mil doses já haviam sido aplicadas desde o início da vacinação, em janeiro deste ano. A vacina, aprovada pela Anvisa em novembro de 2025, vinha sendo utilizada em um projeto piloto nos municípios de Nova Lima (MG), Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Araguaína (TO), além de profissionais da atenção primária à saúde em diferentes regiões do país.

Entre os casos graves investigados está o de uma mulher de 48 anos que morreu após desenvolver dengue grave com comprometimento neurológico 19 dias depois da vacinação. Outro óbito ocorreu com um homem de 58 anos, que apresentou quadro febril cinco dias após receber a dose e evoluiu para dengue grave. O terceiro caso envolve uma mulher de 39 anos que precisou ser internada em uma UTI, mas recebeu alta após tratamento.

De acordo com o Ministério da Saúde, as 42 reações severas representam cerca de 0,7% do total de pessoas vacinadas. Já os três casos considerados mais graves correspondem a aproximadamente 0,008% dos imunizados.

A investigação será conduzida em conjunto pelo Ministério da Saúde, pela Anvisa, pelo Instituto Butantan e pelas redes estaduais e municipais de saúde. As autoridades irão analisar fatores como armazenamento das doses, transporte, cadeia de frio, aplicação dos imunizantes e possíveis características em comum entre os pacientes afetados.

O governo orienta que pessoas vacinadas nos últimos 21 dias fiquem atentas a sintomas como febre persistente, dor abdominal intensa, sangramentos, vômitos, sonolência excessiva, tontura, irritabilidade e sinais de desidratação. Em caso de sintomas persistentes, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.

A expectativa é que a vacinação só seja retomada após a conclusão das investigações e a análise detalhada dos casos registrados.

Foto: Walterson Rosa/MS

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